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Ata do Copom confirma tom de cautela do BC

Ainda assim, documento prevê novas quedas de 0,50 pp para as próximas reuniões. Na China, mais uma incorporadora ameaça calote.

Por Camila Barros
Atualizado em 19 dez 2023, 10h21 - Publicado em 19 dez 2023, 08h47
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    O Copom divulgou hoje a ata de seu último encontro. O documento adotou um tom de cautela, dizendo que ainda há caminho a percorrer até que a inflação convirja para a meta. 

    Para o cenário externo, o Comitê diz que a big picture parece menos complicada do que em reuniões anteriores. Mas aponta para fatores que podem impactar a economia: um mercado de trabalho ainda aquecido (o que pode atrasar o início da queda de juros lá fora) e crescimento apertado em vários países desenvolvidos, além de um “contexto geopolítico incerto” – lê-se guerras no oriente médio e leste europeu e disputa comercial entre EUA e China. 

    No ambiente doméstico, o grupo aumentou o peso do El Niño sobre a inflação de alimentos. 

    Na prática, o documento confirmou o posicionamento hawkish do comunicado da última quarta-feira. Apesar de afirmar que o país vem evoluindo em seu processo de desinflação, o texto reiterava vezes demais que novas quedas da Selic dependeriam de novas quedas na inflação. 

    O tom do comunicado causou estranhamento porque essa não tem sido a tendência lá fora – na última quarta, pela primeira vez, Jerome Powell presenteou Wall Street com uma perspectiva de cortes nos juros para o ano que vem. 

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    Parte do mercado especula que o objetivo do BC seja demostrar sobriedade antes da troca de comando que vai rolar no ano que vem, quando o mandato de Campos Neto chega ao fim. 

    E apesar da postura conservadora, o Comitê reiterou a perspectiva de manutenção do ritmo de cortes (0,50 pp) para as próximas reuniões. 

    Mercado imobiliário chinês

    A incorporadora China South City anunciou que não conseguirá pagar os juros de uma dívida de US$ 235 milhões que vence na quarta-feira. A empresa fala em problemas de liquidez devido a um “ambiente operacional em deterioração”. Trata-se de mais um indicativo de que a crise no setor imobiliário do país tem se espalhado. 

    Com um detalhe: a China South City tem como maior acionista o Grupo de Construção e Desenvolvimento de Shenzhen, que pertence ao município de Shenzhen. Para não dar um calote na dívida, a incorporadora pede ajuda à estatal. Por isso, o caso tem sido decisivo para entender a disposição do governo chinês em tutelar as empresas em crise. 

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    Em dois casos emblemáticos de calote – das gigantes Evergrande e Country Garden – o Estado decidiu não intervir.

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