Bom dia!
O Copom divulgou hoje a ata de seu último encontro. O documento adotou um tom de cautela, dizendo que ainda há caminho a percorrer até que a inflação convirja para a meta.
Para o cenário externo, o Comitê diz que a big picture parece menos complicada do que em reuniões anteriores. Mas aponta para fatores que podem impactar a economia: um mercado de trabalho ainda aquecido (o que pode atrasar o início da queda de juros lá fora) e crescimento apertado em vários países desenvolvidos, além de um “contexto geopolítico incerto” – lê-se guerras no oriente médio e leste europeu e disputa comercial entre EUA e China.
No ambiente doméstico, o grupo aumentou o peso do El Niño sobre a inflação de alimentos.
Na prática, o documento confirmou o posicionamento hawkish do comunicado da última quarta-feira. Apesar de afirmar que o país vem evoluindo em seu processo de desinflação, o texto reiterava vezes demais que novas quedas da Selic dependeriam de novas quedas na inflação.
O tom do comunicado causou estranhamento porque essa não tem sido a tendência lá fora – na última quarta, pela primeira vez, Jerome Powell presenteou Wall Street com uma perspectiva de cortes nos juros para o ano que vem.
Parte do mercado especula que o objetivo do BC seja demostrar sobriedade antes da troca de comando que vai rolar no ano que vem, quando o mandato de Campos Neto chega ao fim.
E apesar da postura conservadora, o Comitê reiterou a perspectiva de manutenção do ritmo de cortes (0,50 pp) para as próximas reuniões.
Mercado imobiliário chinês
A incorporadora China South City anunciou que não conseguirá pagar os juros de uma dívida de US$ 235 milhões que vence na quarta-feira. A empresa fala em problemas de liquidez devido a um “ambiente operacional em deterioração”. Trata-se de mais um indicativo de que a crise no setor imobiliário do país tem se espalhado.
Com um detalhe: a China South City tem como maior acionista o Grupo de Construção e Desenvolvimento de Shenzhen, que pertence ao município de Shenzhen. Para não dar um calote na dívida, a incorporadora pede ajuda à estatal. Por isso, o caso tem sido decisivo para entender a disposição do governo chinês em tutelar as empresas em crise.
Em dois casos emblemáticos de calote – das gigantes Evergrande e Country Garden – o Estado decidiu não intervir.

Futuros S&P 500: 0,08%
Futuros Nasdaq: 0,06%
Futuros Dow Jones: 0,03%
*às 8h35
8h: BC divulga ata do Copom
17h30: Haddad se reúne com Roberto Campos Neto
22h15: China divulga decisão de juros
- Índice europeu (Euro Stoxx 50): 0,22%
- Londres (FTSE 100): -0,02%
- Frankfurt (Dax): 0,38%
- Paris (CAC): -0,02%
*às 8h36
- Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 0,14%
- Hong Kong (Hang Seng): -0,75%
- Bolsa de Tóquio (Nikkei): 1,41%
- Brent*: -0,06%, a US$ 77,90
- Minério de ferro: -0,11%, a US$ 130,24 em Dalian
*às 8h37
Vale a pena apostar na Hapvida (HAPV3)?
A empresa de planos de saúde se recuperou de uma crise no setor e de uma desconfiança generalizada do mercado. Mas ainda precisa acelerar a integração com a Intermédica e provar que a melhora da lucratividade é sustentável. Entenda o que explica o otimismo dos analistas em relação ao papel na VCSA.